Departamento de
Traducción e Interpretación

BITRA. BIBLIOGRAFÍA DE INTERPRETACIÓN Y TRADUCCIÓN

 
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Tema:   Autor. Jacques Derrida. Francia. Deconstrucción. Teoría.
Autor:   Ferreira, Élida Paulina
Año:   2003
Título:   Jacques Derrida e o récit da tradução - o Sobreviver/Diário de Borda e seus transbordamentos [Jaques Derrida and the recit of translation - Sobreviver/Diário de Borda and its transfers]
Lugar:   Campinas (São Paulo)
Editorial/Revista:   Departamento de Linguistica Aplicada. Unicamp (Universidade Estadual de Campinas)
Idioma:   Portugués.
Tipo:   Tesis.
Resumen:   Proponho em minha tese abordar as implicações entre desconstrução e tradução, ao refletir como o tradutor, a partir das línguas envolvidas na tradução, transforma e produz texto, cujo limite ponho aqui em questão. A incisão que o tradutor promove não cicatriza e ele mesmo sofre os efeitos dessa abertura sem fechamento, desse transbordamento. Essa reflexão – que parte do texto Survivre/Journal de Bord, de Jacques Derrida (1986), e da sua tradução feita para o inglês (Living On/Borderlines) por James Hulbert (1979) – produz, a partir do texto francês, uma tradução para o português (Sobreviver/Diário de Borda) e discute que a experiência do tradutor, ao traduzir, revela o double bind e o transbordamento de uma língua em outra língua, de um texto em outro texto.Trata-se de construir o que, a partir de e com Derrida, chamo de récit da tradução, abordando o transbordamento, encenado na tradução e no texto de Derrida de maneira peculiar, e pondo em questão o que seja o corpo de um texto e o corpo de uma língua. Na tradução, esse transbordamento se multiplica, promovendo a disseminação de uma língua em outra língua. O tradutor é levado a participar do jogo de transbordamento, pois ao tocar o texto que traduz o faz a partir de uma borda sem divisar outra, de uma aresta, tendo de conviver com o double bind traduza-me/não me traduza. É, pois, um papel transformador na busca de reconciliação do intraduzível com a tradução. A partir de uma dimensão desconstrutivista, proponho refletir sobre esse movimento do transbordamento em quatro frentes que se entrecruzam, e aqui aparecem separadas por conveniência. O texto que suscita essa investigação – Survivre/Journal de Bord – primeiramente foi publicado como uma tradução, Living On/Bordelines, realizada por James Hulbert, num momento em que nos Estados Unidos, em Yale, discutia-se a crítica literária, a partir de uma crítica desconstrutivista. Buscarei situar os aspectos principais dessa discussão a partir dos ensaios que compõem o livro Deconstruction and Criticism (1979-1999), relacionando-os ao texto de Derrida, entrevendo o que releva deste texto na sua ligação com a tradução e com o récit que aqui se busca construir. Abordando os “problemas” de tradução apontados no Survivre/Journal de Bord; discutirei como o transbordamento é encenado por Derrida, “um texto lê o outro” na borda de um récit sem récit. Além do Survivre/Journal de Bord, recorrerei ao romance de Blanchot L'arrêt de mort, e suas traduções para o português e inglês; e ainda ao poema de Shelley The Triumph of Life, motivador de toda a discussão proposta por Derrida. Sem perder de vista a desconstrução e suas implicações, proponho uma investigação das traduções da obra Survivre/Journal de Bord, para o português (que implanto nesta tese) e para o inglês, encarando o transbordamento como implante, enxertia e superposição textual, na construção desse récit sem récit da tradução. E, para encenar o transbordamento, discutirei a ocorrência da Borda em relação ao “corpo do texto” – Sobreviver -, e como o tradutor é pressionado a fazer enxertos na outra língua; enfim, como o tradutor suporta o double bind, ao transformar as línguas envolvidas na tradução. [Source: Author]
 
 
2001-2019 Universidad de Alicante DOI: 10.14198/bitra
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La versión española de esta página es obra de Javier Franco
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